É possível se sentir distante, estando tão perto?
Como a proximidade pode afastar?
A sensação de desejar,
É melhor do que a de possuir?
Som da Vez
Nando Reis - Sei
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
Lua
Hoje desejei a Lua
Viajar pelo espaço
Ficar lá para sempre
Admirar a Terra azul
Mas o que realmente quero?
Eu anseio a gravidade
Ou melhor, a falta
Falta de gravidade
Na Lua não existe pecado
Os erros são menores
Na lua não tem gravidade
O que é grave, se perde
Flutua no espaço
Viajar pelo espaço
Ficar lá para sempre
Admirar a Terra azul
Mas o que realmente quero?
Eu anseio a gravidade
Ou melhor, a falta
Falta de gravidade
Na Lua não existe pecado
Os erros são menores
Na lua não tem gravidade
O que é grave, se perde
Flutua no espaço
segunda-feira, 17 de dezembro de 2007
#41
David Matthews, quando não consegue dar um nome a música que ele compôs, ele dá um número como nome. E esse não é um número aleatório, o critério é o seguinte: ele enumera as composições, então #41 é a quadragésima primeira música que ele compôs. E entendo o fato desta música não ter um nome, eu mesmo já pensei em vários, mas nenhum se encaixa. Como definir uma música que proporciona sensações diferentes cada vez que você escuta, para falar a verdade não escuta, sente. Tenho cuidado de não deixar nada atrapalhar quando estou escutando, se no final alguma coisa me distrai, pode ser um pensamento, volto e escuto de novo. Ela vem e me entrega lembranças tristes, coisas que não quero lembrar, mas depois no final me devolve a alegria. Como ganhar tempo contra os problemas? Chegar devagar, mas acelerando e ainda convidar para uma dança? Fantasmas te esmagando e toda a solidão que você sente e ninguém repara. Enquanto eu só quero esperar e te amar, mas só o amanhã guia o meu caminho. Eu entro na sua mente, mas que homem agüentaria isso, preciso de água. E por que você nunca fica feliz? Fica com seus pensamentos ao invés de correr e brincar na chuva, a vida é curta, mas é doce. Não evite que as lágrimas caiam e te molhe inteira, falta pouco.
*
Ouça a Música:
domingo, 9 de dezembro de 2007
Palavras
Palavras não tem retorno,
depois de pronunciadas tem vida própria,
se tornam independentes...
Trazem alegrias, tristezas, frustações, decepções,
o telefone e o email, não me fazem bem,
eu preciso do olhar, do calor,
da proximidade para colocar pra fora os pensamentos.
O telefone transforma a voz em pulsos elétricos e depois em voz de novo,
a emoção se foi nessas trocas de energia.
O email é digital, tudo se torna 1 e 0 e depois letras de novo,
a emoção também se vai...
Gosto do contato, onde um olhar é capaz de dizer tudo,
onde se vê a alma...
depois de pronunciadas tem vida própria,
se tornam independentes...
Trazem alegrias, tristezas, frustações, decepções,
o telefone e o email, não me fazem bem,
eu preciso do olhar, do calor,
da proximidade para colocar pra fora os pensamentos.
O telefone transforma a voz em pulsos elétricos e depois em voz de novo,
a emoção se foi nessas trocas de energia.
O email é digital, tudo se torna 1 e 0 e depois letras de novo,
a emoção também se vai...
Gosto do contato, onde um olhar é capaz de dizer tudo,
onde se vê a alma...
quarta-feira, 28 de novembro de 2007
Ano Novo!!! Ano Bom???
Fim de Novembro
Do ano de 2007
Daqui a alguns dias
Mais um ano se foi
E este passou rápido
Mais do que o de 2006
Sem dizer 2005
Que saudade do
Ano de 1975, aquele sim
Passou devagar, muito
Não foi um ano difícil
Eu mamava e dormia
Mamava e dormia
Nossa, que ano bom
Foi 1975!!!
Do ano de 2007
Daqui a alguns dias
Mais um ano se foi
E este passou rápido
Mais do que o de 2006
Sem dizer 2005
Que saudade do
Ano de 1975, aquele sim
Passou devagar, muito
Não foi um ano difícil
Eu mamava e dormia
Mamava e dormia
Nossa, que ano bom
Foi 1975!!!
segunda-feira, 26 de novembro de 2007
Outros Dias
Um dia em paz e outro em guerra
Um dia em silêncio e em outro aos gritos
Um dia te amo e no outro te odeio
Um dia não te quero e no outro você é meu ar
Um dia quero respirar e não consigo
Os outros dias se vão, em silêncio
Não é essa a paz que eu quero
Um dia em silêncio e em outro aos gritos
Um dia te amo e no outro te odeio
Um dia não te quero e no outro você é meu ar
Um dia quero respirar e não consigo
Os outros dias se vão, em silêncio
Não é essa a paz que eu quero
domingo, 11 de novembro de 2007
Sanidade
Norte, sul, leste e oeste.
Pontos cardeais, direções.
Distâncias direcionadas,
O cardeal não é santo.
Santidade nem sempre sã.
Porque a sanidade existe,
E não isolada, sozinha.
Busca sempre o outro.
O que é melhor, o que?
Ser um louco entre sãos,
Ou ser são entre loucos?
Qual a diferença afinal...
Buscar a semelhança, sim,
Mas o que me fascina não é ela.
A diferença me atrai,
Os cardeais não me inibem.
Pontos cardeais, direções.
Distâncias direcionadas,
O cardeal não é santo.
Santidade nem sempre sã.
Porque a sanidade existe,
E não isolada, sozinha.
Busca sempre o outro.
O que é melhor, o que?
Ser um louco entre sãos,
Ou ser são entre loucos?
Qual a diferença afinal...
Buscar a semelhança, sim,
Mas o que me fascina não é ela.
A diferença me atrai,
Os cardeais não me inibem.
quinta-feira, 1 de novembro de 2007
terça-feira, 23 de outubro de 2007
Uns Dias
Uns dias eu fico médio
Nem bom, nem ruim, apenas médio
Não quero pensar
Não faço perguntas
Não procuro respostas
Fico contemplativo
Olho e não procuro entender
Sinto-me como uma estátua
Todos passam por mim
Alguns olham, alguns me tocam
Mas nada muda
Ninguém deixa nada
E nada é levado
Nem bom, nem ruim, apenas médio
Não quero pensar
Não faço perguntas
Não procuro respostas
Fico contemplativo
Olho e não procuro entender
Sinto-me como uma estátua
Todos passam por mim
Alguns olham, alguns me tocam
Mas nada muda
Ninguém deixa nada
E nada é levado
quarta-feira, 17 de outubro de 2007
Ilusão e Realidade
Um convite raro, único
Destino já traçado
Fumaça e álcool
São companheiros
Um gesto simples
Mãos dadas e unidas
O vidro me separa
Olhos não escondem
Os pensamentos
A dor e angústia
Um beijo completa
Todo o desespero
Coração esmagado
Sinto suas mãos
Dento do meu peito
Elas são implacáveis
Esgotam a força
A minha força
A luta é impossível
Covarde e fria
Não deixa nada
Correr para o futuro
Não é permitido
O peso do passado
É enorme, cruel
Está preso a mim
O que fazer?
Para onde ir?
Tentei de tudo
Correr, chorar
Mas onde eu ia
Você estava
E eu também
Não da pra fugir
A companheira
É a Lua, perfeita
Cheia e luminosa
Tem o seu amado
O Sol amado
Não se tocam
Não se vêem
Mas se amam
E se completam
Duas existências
Cúmplices
Destino já traçado
Fumaça e álcool
São companheiros
Um gesto simples
Mãos dadas e unidas
O vidro me separa
Olhos não escondem
Os pensamentos
A dor e angústia
Um beijo completa
Todo o desespero
Coração esmagado
Sinto suas mãos
Dento do meu peito
Elas são implacáveis
Esgotam a força
A minha força
A luta é impossível
Covarde e fria
Não deixa nada
Correr para o futuro
Não é permitido
O peso do passado
É enorme, cruel
Está preso a mim
O que fazer?
Para onde ir?
Tentei de tudo
Correr, chorar
Mas onde eu ia
Você estava
E eu também
Não da pra fugir
A companheira
É a Lua, perfeita
Cheia e luminosa
Tem o seu amado
O Sol amado
Não se tocam
Não se vêem
Mas se amam
E se completam
Duas existências
Cúmplices
domingo, 7 de outubro de 2007
Fotografias
Olho as fotografias
Pessoas amadas
Estão nos negativos
Mas não estão aqui
Os registros foram feitos
Os sorrisos gravados
As paisagens
Sempre mudam
Busco essas lembranças
Onde não existem
Porque as fotos
Não trazem o seu brilho
Pessoas amadas
Estão nos negativos
Mas não estão aqui
Os registros foram feitos
Os sorrisos gravados
As paisagens
Sempre mudam
Busco essas lembranças
Onde não existem
Porque as fotos
Não trazem o seu brilho
sexta-feira, 5 de outubro de 2007
quinta-feira, 27 de setembro de 2007
sexta-feira, 21 de setembro de 2007
Vida e Afins
Hoje olhei para trás, parei durante alguns minutos. A vontade de fazer um balanço de tudo que se passou foi maior, que a vontade de seguir em frente. Essa parada é necessária, porque muitos dizem não se importar com o que as outras pessoas pensam sobre nós, mas não vejo ninguém agindo desta maneira. Todos se prendem aos valores e necessidades da sociedade. Os anos passam e nos olham de maneira diferente, cada passo dado é observado e julgado e temos que carregar o peso desta culpa que querem colocar em nós. Alguns não querem sofrer sozinhos, tem uma vida medíocre e pobre, mas não pobre financeiramente, mas pobre de alegrias, de prazeres, de amigos e amores. Onde a felicidade sempre esta no futuro, no que vai acontecer, nunca no hoje. O passado já foi, nada pode ser feito por ele, o futuro ninguém sabe e o mais importante é agora, nesse exato momento, a decisão do futuro é agora, esse momento é importante. O que você fizer vai influenciar uma vida alegre ou triste. O que eu quero é simples, eu quero um amor para viver, um amigo para abraçar, dinheiro para gastar, um lugar para morar, um aniversário para comemorar, bocas para beijar, um pôr-do-sol para olhar, um luar para namorar, tristezas para chorar, alegrias para comemorar, um rio para nadar, uma brisa para assoviar e alguém para perguntar como foi o meu dia. Porque cada um deve se perguntar: Para quem é importante o que você faz da sua vida?
sexta-feira, 14 de setembro de 2007
Perfil
Não tenho medo do escuro
Menti para quem eu amava
Já fiz amor olhando a lua
Nunca votei no Paulo Maluf
Não gosto de algumas comidas
Mesmo nunca tendo provado
Adoro olhar bocas femininas
Ainda não aprendi a nadar
Já briguei com um amigo
Tomei banho de chuva
Eu tenho medo de altura
Mas aprendi a disfarçar
Prometi estando bêbado e não cumpri
Só disse que amava, quando amava
Já assumi a culpa pelo que não fiz
Tenho segredos inconfessáveis
Nunca matei um animal em extinção
Para falar a verdade, nunca matei
Pernilongo, é claro, não conta
Só me confessei uma vez na vida
Gosto de não pensar em nada
Corri com os olhos fechados
Já fiz o que não devia
Errei e torci para dar certo
Não sei tirar foto sorrindo
Beijei quem eu não devia
Cai e todos riram de mim
Chorei abraçado na despedida
Menti para quem eu amava
Já fiz amor olhando a lua
Nunca votei no Paulo Maluf
Não gosto de algumas comidas
Mesmo nunca tendo provado
Adoro olhar bocas femininas
Ainda não aprendi a nadar
Já briguei com um amigo
Tomei banho de chuva
Eu tenho medo de altura
Mas aprendi a disfarçar
Prometi estando bêbado e não cumpri
Só disse que amava, quando amava
Já assumi a culpa pelo que não fiz
Tenho segredos inconfessáveis
Nunca matei um animal em extinção
Para falar a verdade, nunca matei
Pernilongo, é claro, não conta
Só me confessei uma vez na vida
Gosto de não pensar em nada
Corri com os olhos fechados
Já fiz o que não devia
Errei e torci para dar certo
Não sei tirar foto sorrindo
Beijei quem eu não devia
Cai e todos riram de mim
Chorei abraçado na despedida
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