Som da Vez

Nando Reis - Sei

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Deseo [ o homenaje a las calles de Buenos Aires ]

Yo no quiero mucho.
No necessito de todas las paixones,
solamente deseo una mujer,
que teña o mejor dia de la su vida,
en lo mismo que yo.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Brincadeira


Eu quero brincar
Pois estou entre os vivos
Não vou negar,
Todos os meus motivos

Mas a palavra cala
E traz lembranças
Não é o brilho de uma opala
Nem sonhos de uma criança

São frases que doem
Deixam tudo distante
Como os trilhos de um trem
Levam tudo adiante

Fica uma beleza fria
Que no passado já doeu
Será que a alegria
É apenas um sonho meu?

segunda-feira, 16 de março de 2009

Impressões


As aparências enganam
Mas porque não a mim?
Quero olhar e acreditar
Não ter dúvidas

Ver um sorriso falso
E não me afastar
Receber um convite
E conseguir aceitar

Mas não consigo,
Deixar-me enganar
Dou um passo atrás
Vou à direção contrária

Sempre buscarei certezas
Onde a resposta
é uma pergunta:
Por que não?

segunda-feira, 2 de março de 2009

Sanidade


Norte, sul, leste e oeste
Pontos cardeais, direções
Distâncias direcionadas
O cardeal nem sempre é santo

Santidade nem sempre
Porque a sanidade existe
E não isolada, sozinha
Busca sempre o outro

O que é melhor, o quê?
Ser um louco entre os sãos
Ou ser são entre os loucos
Qual a diferença afinal

Buscar a semelhança, sim
Mas o que fascina não é ela
A diferença me atrai
E agora, são ou louco??

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Canções


O rádio me desperta, uma manhã preguiçosa. Meio acordado, meio sonhando a música que toca me lembra você, luto contra esta lembrança, não vou te ver hoje e talvez nem a veja mais.
E a primeira música que entra em mim, não sai da minha cabeça. Tomo um banho, como se a água fosse levar todo o sentimento, mais saio do banheiro assobiando a canção.
Você ainda está comigo, levo você para o trabalho, a sua ausência me deixa com raiva, e isso só me faz pensar mais, em tudo que poderia acontecer.
As horas passam devagar, eu adianto o relógio, mas não adianta.
A maratona se completa e saio na rua, como alguém que ficou enclausurado durante anos.
Paro e vejo pessoas na sua marcha natural, como em um passe de mágica sinto o seu perfume, o coração para por um segundo, me viro procurando por você, olho e te vejo. Mas a imagem está só na minha cabeça, o seu rosto se transforma em outra mulher.
Os desejos, as emoções, as palavras estraram em uma rua de mão única, onde tudo simplesmente vai e não volta, é proibido.
E como um balão de ar fiquei vazio, porque todo o ar saiu e nada entrou no lugar.
Volto para o refúgio, tomo outro banho sem a ilusão que ele me deixará limpo.
Deito como o corpo cansado, pedindo repouso e dou o merecido sono para ele.
Hoje, ele carregou o peso de duas vidas, deixando o outro corpo leve e sem machucados ou cicatrizes.
O silêncio do quarto me conforta, fecho os olhos e a canção da manhã volta: "Quero colo, vou fugir de casa, posso dormir aqui com vocês?"

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Nomes

Nunca esqueça um nome
Ou chame alguém pelo nome errado
Não faça isso, nem uma única vez
A pessoa esquecerá imediatamente
Das mil vezes que você acertou

* texto inspirado no poema As Bibliotecas de Mario Quintana

As Bibliotecas
Um dia veio uma peste e acabou com
Toda vida na face da Terra:
Em compensação ficaram as Bibliotecas...
E nelas estava meticulosamente escrito
o nome de todas as coisas!

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Disritmia


Extremos, os opostos,
Nos locais e sentimentos.
Cada resposta, exclamações.
A distância aumenta.

O sangue nas artérias
Acelera o seu ritmo.
O enrubescer da face,
Não freia as palavras

Os beijos não existem,
Como há tempos existiram,
Lágrimas não comovem.
Apenas molham o chão.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Momento de Reflexão


Palavras precedidas por um silêncio
Silêncio provocado por palavras

Filosofias regadas com álcool
Álcool quimicamente preparado

Não para entorpecer ou transformar
Transforma somente o ângulo

Nos coloca frente a frente
Em um momento de reflexão
Onde um se reflete no outro

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Numeral



Um ato inconseqüente.
Duas pessoas, instante.
Três palavras não ditas.
Quatro segundos, espera?
Cinco motivos, ficar?
Seis pedidos de perdão.
Sete mentiras, ilusões.

X

Uma palavra não dita.
Dois pedidos de espera.
Três mentiras, ficar?
Quatro pessoas inconseqüentes.
Cinco motivos, instantes.
Seis atos, de ilusão?
Sete segundos, perdão.

domingo, 19 de outubro de 2008

As Horas



As horas foram passando

Devagar, mas passaram
Queria estar em outro lugar
Dentro de um sonho, talvez

Perdido em coisas irreais
Modificando as palavras
Voltar atrás em cada erro
Tornar tudo simples

Cansei de olhar o teto
Trocar a música, ligar a TV
Colocar a casa em ordem
E somente o sol trouxe descanso

domingo, 12 de outubro de 2008

Sintonia



Combustão instantânea, fumaça no ar,
Mas existe fogo ou calor?
Pessoas em torno da mesa ou seria altar.
Sorrisos se tornam fáceis.
Cada um a procura de algo

Promessas feitas, nem sempre cumpridas,
Olhares são declarações de amor.
Palavras desnecessárias e irrelevantes.
São trocadas com um fundo musical,
Que no fundo só eleva a voz.

Não leva nada a lugar algum,
Imperfeita sintonia ou sincronia.
Com objetivos sempre claros.
Ter o que não se pode, talvez?
Parecer o que não se pode ser.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Idéias Ideais


Nas ruas, homens e mulheres.
Em uma confusão organizada,
o caos parece normal, comum.
Sou só mais um, indivíduo.

Os contatos são raros, casuais.
Um esbarrão vira um pedido,
de desculpas automático.
Sem ao menos um olhar.

Essa relação impessoal
torna meus dias cruéis.
Por não saber onde,
onde esta a mulher ideal.

Idealizada nos meus sonhos,
com idéias diferentes de mim,
que despertam novas sensações.
Uma curiosidade única.

Ao lado dela o tempo
tem um ritmo perfeito.
Porque vale a pena olhar
as estrelas ao lado dela.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Dor


Não soube o que dizer
O silêncio tomou conta
As palavras fugiram de mim
Como se quisesse respirar
E não houvesse ar
Só encontro à tristeza
E isso doeu demais
Abraçar não era possível
A distância não deixou
Queria mostrar o meu olhar
E tirar toda a dor
De quem nunca me esqueceu

terça-feira, 1 de julho de 2008

Noites


Respiração ofegante,
mãos suadas
Onde estou?
Abros os olhos e estou só.

Tento me acalmar,
preciso entender,
Mas nada está claro,
meus olhos fecham.

Apoiado nas paredes,
procuro a luz.
Mas só tenho a escuridão,
o silêncio.

Como uma criança
com medo e frio,
fico abaixado,
abraço os joelhos.

Deixo essa sensação vencer.
Vou me entregando,
a angústia é demais.
O chão frio me desperta.
.
Abro os olhos
e te vejo dormir.
Busco o seu calor
e volto a sonhar.

domingo, 8 de junho de 2008

Ser Feliz


Os sonhos de criança,
Ainda se mantêm vivos, ativos.
Não se perderam com o tempo,
Eles brincam dentro do adulto.

O professor de português,
Não da trégua ao bombeiro.
O jogador de futebol sonha
Com o gol na final da Copa.
O médico já está comemorando.

Todos eles e mais um dúzia
De sonhos povoam a alma.
O mais importanteé uma coisa:
Escolha uma maneira de ser feliz,
Faça sem pensar em mais nada.
O resto é só ruído de fundo.